Sabe como é faculdade e sofrimento são duas coisas que caminham juntos. Esses dias eu tive que me virar, parar de dormir de comer, usar o grande G com força nas pesquisas e pude ver que o PyOpenGL me deixou na mão por não conseguir implementar um simples select picking [1]. E o mais triste ninguém em lugar nenhum havia feito isso em PyOpenGL. Confesso que quando isso acontece é um tanto decepicionante, mas fazer o que, o que importa é que eu usei o poder da GAMBI vinda do mais poderoso paradigma de programação POG.
Como ia dizendo tive ralar esses dias e a culpa dessa vez foi de um trabalho de computação gráfica denoninado de Elvis. O trabalho era implementar um programa tipo Xfig [2], com um conjunto de especificações “básicas”. A linguagem de implementação ficava a cargo de cada dupla, no meu caso fiz sozinho. Alguns fizeram em C, outros em C++, em Ruby e eu claro em Python.
O que eu tirei deste trabalho: aprendi muitas coisinhas úteis e vi claro a inutilidade de se implementar um treco desses pra uma disciplina de computação gráfica. Por que digo isso? Digo isso, pois apesar de alguns técnicas de computação gráfica serem utilizadas no trabalho este foi por demais enfadonho, cansativo e por que não dizer foi um trabalho longo e chato impossível de ser feito no tempo que foi dado e só para deixar os alunos loucos. Eu mesmo não consegui atender a todas as implementações, muita coisa o OpenGL resolvia complicar, o Qt ajudou até onde pode e o Python como sempre foi o mão santa da vez. Até hoje me pergunto o que passa na cabeça de alguns professores. Se o objetivo é nos fazer aprender técnicas dadas em sala de aula e por a mão na massa, por que não fazer isso de forma mais concisa, afinal alunos são humanos, cansam e também tem o que fazer.
Em alguns dias eu pretendo postar aqui o que eu consegui fazer junto com a especificação do trabalho, e no futuro (férias) terminar todo o trabalho e otimiza-lo. Farei isso para deixar disponível aos colegas sofredores as soluções para os seus futuros problemas.

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